terça-feira, 10 de maio de 2011

O relacionamento é uma dança. Um desafio.


Nesse contato contínuo com nosso seleto grupo, vejo o quanto é complexo estar junto e ser harmonioso. O quanto se relacionar com o outro é uma dança e assim cada um se encaixa de uma forma única. Alguns mais desengonçados, outros totalmente desenvoltos, mas todos dentro da mesma festa. Pronto é isso que é gostoso de se ver, como podemos estar cada um curtindo o seu ritmo e ainda assim a nossa festa bombar?

Somos um esquema novo! #fato

Gosto tanto da possibilidade de estar em par, em trio ou na quadrilha inteira. Sem perder o tom. Pisamos no pé do outro algumas vezes, tem hora que um quer passar na frente pra encontrar o par na valsa, um empurra-empurra, mas fala a verdade: “tá gostoso”. O melhor é que eu posso reclamar da falta de molejo, com o par ou com o último da fila, porque sei que no final tudo vira ciranda de novo. Tá na roda.

É nítido que o rei do swing baiano não entende nada de heavy metal, mas ele sabe transformar sepultura em pagodão. Essa é a galera da mistura. Só uma ressalva, não tem Luan Santana aqui, ninguém força a barra, quer dizer até isso aparece de vez em quando... Mas logo avisam que alguém não tirou o chapéu, a notícia se espalha. DR de bastidores e pronto, tudo volta ao normal.

Só sei dançar com vocês, isso é o que o amor faz.

Até que alguém resolve ir pro ballet de Moscou, tempo frio. Todos sente! Aparece uma promoção num site de compras coletivas e fingindo ser uma companhia de sucesso, todos se jogam e transformam o gelo da distância no lugar mais quente do universo: A Bahia. O melhor é sentir que estar junto com vocês é forró pé de serra, é arrocha de mil!

E como diz um dos dançarinos: “Obrigada por me amarem!”

quinta-feira, 24 de março de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tenho desejado coisas bem banais. Saidinhas para conversar. Namorinho de portão. Acarajé com coca-cola. Mas a ausência cansa as vezes. Não a ausência dos desejos, esses em mim são sempre latentes. Vibrantes.

Mas todos esses desejos viram pó, quando no fundo me importa o contato do olhar, o calor, dos corpos.

"Eu fico assim, eu fico sem ninguém em mim."

sábado, 4 de dezembro de 2010

Sozinha?!

A vida é realmente uma caixa de surpresas. Estou surpreendida por mim mesma, se me permite a redundância. É que quando eu achava que tudo caminhava para a beirada do caos, onde o futuro incerto traria a maior das crises existenciais aparece algo que é ótimo e estranhamente oportuno. Parei por dois segundos de pensar em questões existenciais.


Pronto, resolvido todos os problemas... quem disse?? Eu sempre maximizo as coisas. Com as crises (ou as pré-crises) não poderia ser diferente. Ou será dessa vez?


Agora deu pra entender tudo que se passa. Pedi tanto a Deus, todos os dias, para iluminar o meu caminho, para me dar respostas, me tirar desse mundinho tosco da ansiedade e medo... e eis que a oportunidade surge. E eu agora peço sabedoria pra conseguir interpretar isso tudo. E eu lá sei se entendi a Vossa mensagem, amado Mestre??!!

De alguma forma eu já fiz uma escolha, já defini o caminho para um tempo próximo ou longo, que eu não sei qual é... E essa indefinição não me dá angústia, não é ela que me deixa agonizante na cama paralisada. Na verdade isso ocorre depois dos não-contatos. Das correntes do mundo que caminham para um lugar desconhecido que eu não sei e morro de curiosidade de saber.


Sabe o que é? Quem disse a você que eu gosto dessa liberdade toda? De estar solta no mundo, caindo todos os dias no despenhadeiro de pára-quedas a tira-colo? De vez em quando é legal... mas durante 3 meses seguidos com interrupções de calmarias nervosas?? “Porque você me deixa tão solta? Porque você não cola em mim? Tô me sentindo muito sozinha...”


Ahhh! Se não houvesse drama quem seria? A Outra e não eu!

domingo, 28 de novembro de 2010

As coisas do coração...

É o meu coração que me leva, sempre me levou. Mas ele me traz de volta sempre que for hora de ser mais "eu" do que "nós". Já não sei o que estou sentindo agora e tenho sempre o amor como referência. Esse amor que é maior que eu. Tenho muito a entender desse amor ainda. Mas sei que o meu coração sabe mais de mim do que eu.

domingo, 14 de novembro de 2010

Lágrimas e outras dores.

Eu chorei e me senti muito frágil. Eram aquelas pessoas que eu mais amo na vida sendo alvo de alguém que por algum motivo não se importava com nada disso. Pensei em muitas coisas durante 60 minutos. Socialmente o que significava aquilo tudo? Subjetivamente, o que leva alguém a impor ao outro um expressão de si com tanta violência?

Lembrei quem eram aquelas pessoas e porque elas eram essenciais para mim. Me ensinaram o melhor deles e me mostraram porque eu poderia criticar o pior deles também. Eu virei gente porque eles foram precisos nas suas referências, porque eles são grandes pessoas e eu entendo que os amo porque acima de tudo os admiro profundamente. E se é que existem "porques", se é que existe alguma explicação... Simplesmente os amo.

Achava que não sabia rezar, mas soube pedir a Deus por eles, para protegê-los. Para que ninguém os fizesse sofrer novamente. Chorei agradecendo por ter me feito mais madura, pra saber chorar sendo forte. Por mostrar o que eu sinto sabendo cuidar de quem precisa. Eu sei que Ele me ouviu e sei que tudo precisa fazer sentido e a gente tem pensado no que precisar aprender nessa experiência dolorosa.

"a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama" [NR]

terça-feira, 9 de novembro de 2010

ser no mundo...

Carrego comigo o altruísmo e a empatia, esses sentimentos são demasiadamente cristãos. Ok! É realmente por aí... Só agora me dei conta disso com inteligência. Não tenho dúvidas de que fui projetada para ser isso, para fazer o "bem" e para cuidar do outro como a mim mesma.
Isso é fato! lembro das inúmeras vezes que ouvi lá em casa a seguinte expressão: "E se fosse com você? Você iria gostar?"Em mim surtiu o efeito esperado, aprendi a me colocar no lugar das pessoas.

E esse é um exercício que me faz bem. Eu me dou conta de mim experimentando ser o outro. Percebo onde guardo as minhas limitações, os preconceitos, os racismos... eles estão aqui guardados. Mas é nessa reflexão que eu me encontro, na minha maneira de perceber e dar soluções as questões, o nó da ressignificação.

Afinal enxergar o processo é um passo, mas a caminhada se encontra no momento da transformação.

Estou na corrida, a velocidade é que algumas vezes se apresenta como angústia, pela discrepância entre o meu ritmo e o que o mundo me oferece. Mas tudo bem! Essa dinâmica que dá emoção ao cotidiano.